quinta-feira, 9 de abril de 2015

Nada me cai do céu sem trabalho

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Nunca nada me caiu do céu, só a chuva e até essa teima em não cair por estes lados e bem que era necessária. Pois bem, desde miúda fui educada com este lema de vida. Era eu ainda uma semi-adolescente e já ia com a minha mãe, no verão trabalhar algumas tardes,  Vida dura... Aquele sol toda a tarde a bater em mim, e eu que sempre detestei o calor e o sol... Era um martírio para mim aquelas tardes, custava muito mesmo,  mas no final sabia bem receber aquele dinheirinho, pois sabia que depois, quando começasse a escola podia ir aqui ou acolá com as minhas amigas e não precisava de pedir dinheiro à minha mãe. 

Mas tudo isto fez com que eu crescesse e que cada vez mais acreditasse no lema "Nada cai do céu sem trabalho". Agora que cresci, em altura não muito, mas e noutros aspectos até que sim, estes ensinamentos e essas vivências são me extremamente valiosas. Vejo muita gente sem objectivos de vida e sem objectivos no curso, que para elas um 10 chega e faltar a um relatório não há problema, pois ter um 15 de média de relatórios e um 18 é a mesma coisa. Não consigo ser assim, desculpem! Isto vai ser a minha vida daqui em diante e se eu quero ter emprego tenho que ter algo que me destaque dos outros profissionais, e a média com que acabamos é valiosíssima. A mim faz-me confusão pessoas assim.

Muitos dos nossos professores confidenciam-nos que para doutoramentos, mestrados, investigações, etc, é preciso 10% de inteligência e 90% de trabalho. Comecei a pensar bem nesta frase e faz todo o sentido para tudo na vida, tanto nos estudos como na vida quotidiana. Se bem que na vida, podíamos trocar a inteligência pela sorte e ai a minha já não deve ser tanto de 10% mas mais uns 3%, porque raramente alguma coisa me cai de mão beijada, mas também é nestas ocasiões que entra aquilo tudo que eu vivenciei e aprendi até hoje. 

Hoje em dia sou uma rapariga bem resolvida, que em qualquer circunstância se consegue desenrascar e que vai lutar até ao fim por aquilo que quer mesmo. E uma média de 15 e uma de 18, tem pelo meio três valores e que esses três valores fazem toda a diferença na minha felicidade. 


6 comentários:

Briana disse...

eu na média final nunca quis acabar o curso com ela muito alta.. Não tenho nada contra a médias de 18, mas algumas vezes pode dar ideia de que são pessoas que só estudam decoram e depois esquecem.. E que depois na prática não se sabem desenrascar..
Eu acabei com ela de 16 e fiquei imensamente feliz.. sei bem o que quero, tenho os meus objetivos definidos e desejo coisas muito altas

Briana disse...

pois é esqueci-me de dizer.. mas ter a média do secundário o mais alto possível dá jeito, para poder conseguir entrar no curso que se quer

Amante Japonesa disse...

Tenho a certeza que vais conseguir chegar aos 18 (:

P' disse...

E é assim mesmo!

o bo(l)bo da corte disse...

Falta dar responsabilidade aos jovens que já têm tudo.
Não é a gastar mesadas caídas do céu, que eles aprendem a ser responsáveis.
Não quero que os miúdos de hoje tenham a infância que eu tive, que comecei a trabalhar com 11 anos e nem tempo tive de brincar. Mas o regabofe em que estes pais criam os filhos, dando-lhes tudo só para eles não chatearem, pode dar-lhes satisfação momentânea, mas não os prepara para a vida. :/

Lea disse...

Também sempre fui educada a batalhar por aquilo que quero. A vida não me foi (nem é) nada fácil!
O pior é que no mundo do trabalho, nem sempre prevalece o profissionalismo. É muito triste ter (e continuar a...) trabalhar tanto e os bonitinhos é que levam os louros!